Poema Meu - Sou Pedra, Sou Pluma
Quisera eu lançar dados com o destino
Testar a sorte — não mais receber açoite.
Controlar a minha vida, enfim,
E já não temer a própria morte.
Quisera não ter o dom de pensar,
Nem discernir sobre as adversidades.
Apenas existir, deixar-me levar,
Sem escolhas, sem possibilidades.
Sou pedra.
Mudo conforme a correnteza,
Deterioro à força do tempo.
Sou pluma.
Flutuo rumo ao vazio,
Carregado pelo sopro do vento.
por Afonso Baldez

Comentários
Postar um comentário